Quem toma posse de mim quando tenho atitudes que não desejo ter?

Published On 26 de outubro de 2013 | By Beatriz | Atitude, Autoconhecimento, Energias, Mensagem de Reflexão, Reflexão

Você já reparou que em determinadas situações de vida parece que surge um alguém que vem das profundezas de nós mesmos tomando posse do nosso eu e ainda por cima agindo de modo totalmente independente do que racionalmente gostaríamos? Arrasados por esse tipo de atitude indevida, sentimo-nos impotentes frente aos derradeiros efeitos e pior, nem ao menos podemos repreender a pessoa da ação como se falássemos a uma criança que pudesse compreender o que fez e mudar.
Ao que parece somos vítimas de nós mesmos, mas vítimas de quem mesmo seríamos?

O nosso eu daqui, mais comumente conhecido como ego, ou mesmo como eu executivo, pode ser visto sendo a nossa identidade desta superfície terrena e pode se desenvolver sobremaneira se for orientado para se encontrar com outros aspectos de si mesmo em outras dimensões de realidade. E você pode acessar estes outros eus-aspectos de diversas maneiras. Existem algumas verdades universais que são escritas, faladas e pesquisadas nos mais diversos locais e tempos.

– Se entrarmos em contato com os curadores Xamãs, aqueles que vivem nas tribos indígenas de todo o planeta e mesmo aqueles que vivem, por exemplo, na região do Altai, Rússia, exatamente todos, conhecem um determinado ritual de cura para todos os males conhecido como “resgate de alma”. Nesta jornada de cura, o Xamã costuma deitar-se ao lado da pessoa a ser tratada e fará uma viagem xamânica pela história atemporal da mesma. Num determinado momento de sua viagem, irá se encontrar com o pedaço da alma faltante negociando a sua volta para curar o “doente”. Não poucas vezes, o Xamã encontra um pedaço de alma-criança que ficou anos e anos escondido em algum lugar depois de ter passado por algum medo, ou algo que a fizesse desistir de fazer parte do todo. Nesse ritual, depois do encontro e da negociação do xamã, a alma faz a sua viagem de volta até que é recolocada no corpo da pessoa por intermédio de um sopro no topo da cabeça e na região do coração.
Em outras situações, mais ocidentais, inúmeras terapias trabalham a criança interior do adulto; eu mesma nas terapias que aplico, trabalho com algo que chamamos de estados de ego. 

Na física quântica, fala-se de múltiplas realidades onde vários dos nossos aspectos coexistem.
Na espiritualidade e vidas passadas, observam-se situações de outras vidas em que existimos e que por terem sido mal-resolvidas interferem nas vidas atuais. Daí a necessidade de se ir até elas a fim de resolver toda sorte de pendências.
Observo que o mesmo tipo de conteúdo vem sendo falado de diversas formas diferentes e quando me atento a situações dessa ordem, verdades profundas sobre o nosso funcionamento gritam em minha mente.

Na experiência extrafísica, por exemplo, dizem que existe a oportunidade de se expandir em multidimensões e de se encontrar com vários dos nossos eus prováveis e, mesmo assim, manter a própria individualidade, conhecendo mais sobre as nossas unidades.
O nosso eu daqui pode ser visto como a nossa identidade desta superfície e pode crescer quando encontra outros aspectos de si mesmo em outras dimensões de realidades. Na terapia de reprocessamento cerebral, emdr e brainspotting isso pode ocorrer.
Quando se entra em contato de modo lúcido com multi-realidades sabemos o quanto somos os programadores do sistema em que estamos vivendo e, em sendo assim, o quanto podemos mudar e reprogramar um sistema repetitivo de ser pela decisão conhecedora consciente.

Se você superar medos infundados, confiar nas jornadas de autoconhecimento, no contato profundo com seus eus buscando autosuperação, poderá se beneficiar imensamente passando, por exemplo, por uma terapia de reprocessamento cerebral.

Vale a pena descobrir-se.

Por Silvia Malamud


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